não me roube os livros
nem os brios
não me roube os risos
e fique um pouco maisah, sim, farto-me em dizer
são todos iguais, tais e quais
e me conforma desacreditar
e saber que definitivamente
são todos iguais, tais e quais
e me conforma desacreditar
e saber que definitivamente
não são
tão parecidos brutos e enraivecidos
são todos amigos e eu não
ah, meu amor, seja diferente
de toda essa gente
que muito me mente
que diz querer e não quer
que bem diz maldizendo
que só ama fodendo
com a sanidade dos pacíficos
enquanto tudo brilha nos recôncavos
agora inertes
não retiro uma vírgula
e nenhum nó
acolho meus domingos contigo
tão felizes que não tivemos
e os velos se deixam
apaziguar em choro
estamos aqui
ah, meu querido, vire os olhos pra lá
e não seja assim, tão definitivo
o que corta na minha pele
é a navalha do perigo
dos códigos que desconheço
ah, meu amor, me surpreenda
e baila comigo a canção
do bandido
e leve-me junto
com meu coração
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