quarta-feira, 10 de junho de 2026

flor de tempestade



suas palavras rasgam
as certezas que trago aqui
retumbam nas vísceras
desagregam meu sentido mais ego


essa lira fragmenta danos
nego meu querer mesmo que
as premissas teimem
em redundar no âmago


suas sementes crescem
feito praga esgueiram-se
nas frestas desavisadas
enraízam-se causando dor


desses desejos mui tardios
que sussurram, calado ouço
mas impune à minha súplica
continua a brotar em mim


é como flor de tempestade
desabrocha gentil
impera bela
sem se ater ao que me causa.



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