há quem queira justificar a falha
com o homem
há quem dite as cartas
ao telefone
há quem exija amar
sem fome
e há quem veja girassóis
sem saber o nome
de Van Gogh
é quase primavera
e dela não há nada aquipara cortar-me
rogo aos céus que me perdoe pelo mal que causei
enquanto todos os sonhos
se vão com o vento seco