sexta-feira, 7 de novembro de 2025

pois








que sou dessa mesma coisa
que não descobriram 
que não sabem da existência
que jamais vão nominar

que sou  dessa mesma matéria
que não desvelaram
que não ousaram imaginar
que jamais vão tocar

que sou de uma essência
que não sentiram
que nem sabem o sabor
que jamais vão engolir

não sou líquida
airosa ou sólida
sou dum elemento estranho
que jamais vão dominar

sou mulher-poesia-palavra
presa em todos 
e livre pra ser

aquela que toma 
os sentidos
e não se revela
impune


Nenhum comentário: