os meus cacos estão espalhados
por todas as partes
a maior parte de meus amigos
está morta
e eu não alimento mais
esperanças vãs
tudo que amei
me levou um pedaço
de minha carne
e sanidade
sóbrio e sem reservas
a realidade come-me as unhas
carcome as roupas
mata-me de frio
vendo versos parcos
ah, o vil metal
em uma terra estranha
quanto vale um caco meu?
quando ainda poderei ter
tendo tão pouca poesia?
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